mas ser é melhor que lembrar

aventura, do latim "ad venture", significa literalmente o que vem pela frente.

dizem que voltar à sua essência é, também, estar o mais perto possível da felicidade e que, assim coisas boas estão potencialmente dispostas à acontecer. não acredito em sorte, em azar, nem em destino, acho que as coisas obedecem muito mais relações de causa e consequência, de herança (financeira, espiritual, moral, própria ou alheia) e de capacidade de ação e iniciativa. 

disposição implica ação? ação consciente? às vezes a decisão de ser quem se é já te coloca no caminho mais acertado, estar disponível não é algo meramente discursivo. pois bem, qualquer dia desses o ato revolucionário de buscar a própria individualidade em um mundo cada vez mais dominado pelo mais (do mesmo) vai ser visto como um ato de sanidade!

ter essa visão das coisas é, por um lado, libertador, pois te coloca no centro das coisas, te reveste de autonomia. mas, também te coloca no centro das coisas e te reveste de responsabilidade. quem já passou por momentos difíceis causados pelas próprias decisões, sabe como é tentador delegar a outro(s) a culpa do que acontece. eu vivi isso muitas vezes e, certamente, não sou caso isolado.

abrir mão de quem se "está" para ser quem se é - ou quem você quer ser - não é um caminho fácil. imagine o cenário: após começar a trabalhar e ganhar seu dinheiro, você se acostuma a ser "independente" (pelo menos financeiramente) e, mesmo que aquele emprego/profissão não encha os seus olhos e alegre seus dias, ele paga suas contas. abrir mão disso por um caminho que seja mais placentero, mas também menos rentável, é uma escolha difícil, não é? ninguém gosta de voltar casas no jogo da vida.

mas, e quando mesmo depois do turbilhão da mudança você olha pra trás e pensa "caralho, eu sou muito foda! passei por isso tudo e tô aqui vivinha!", essa sensação é como um dia de chuva com direito a cafuné, vinho e chocolate, gostosa até mandar parar

aprendi a gostar da aventura, do ad venture e a estar preparada para o que há de vir. como preparar-se pro desconhecido? preparando-se para ser você, para ser real, verdadeiro e sincero com o que você quer e sente. 

e, numa dessas, não é o acaso que dá as caras, mas o encontro de disponibilidades. o acaso não existe, as coisas acontecem quando a gente deixa que elas aconteçam. 

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